quarta-feira, outubro 05, 2005
quarta-feira, setembro 21, 2005
terça-feira, setembro 13, 2005
quarta-feira, agosto 31, 2005
segunda-feira, agosto 08, 2005
segunda-feira, julho 18, 2005
segunda-feira, julho 11, 2005
terça-feira, julho 05, 2005
quinta-feira, junho 30, 2005
nunca ser
e se tocar fizer toda a diferença
roçar na pele
o que pode mudar um gesto
desculpa
e se deixar de sentir
o que pode acontecer
não sei
são apenas dois traços brancos no céu azul
só, durante um momento
roçar na pele
o que pode mudar um gesto
desculpa
e se deixar de sentir
o que pode acontecer
não sei
são apenas dois traços brancos no céu azul
só, durante um momento
quarta-feira, junho 22, 2005
segunda-feira, junho 13, 2005
sexta-feira, junho 10, 2005
terça-feira, junho 07, 2005
sábado, junho 04, 2005
domingo, maio 29, 2005
sexta-feira, maio 20, 2005
terça-feira, maio 10, 2005
domingo, maio 08, 2005
sexta-feira, maio 06, 2005
tarda mas não falha
Ok, andei a atrasar a resposta ao V. Leal Barros, mas hoje é que respondo a isto.
Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Num posso sair? Nem entrei...
Quero ser “A encomendação das almas” do João Aguiar
Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por uma personagem de ficção?
Nem por isso...
Qual foi o último livro que compraste?
”A noite do oráculo” do Paul Auster (só para sacar o autógrafo, mas não digam a ninguém, senão ainda me queimam vivo).
Qual o último livro que leste?
”História de um idiota contada por ele mesmo” de Félix de Azúa
Que livros estás a ler?
”A sombra dos anjos” de Sara Rodrigues
Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
”Um dia na vida de Ivan Denisovich” de Alexandre Soljenitsin
“1984” de George Orwell
“A voz dos deuses" de João Aguiar
“Preacher” de Garth Ennis (argumento) e Steve Dillon (desenho) e mais um conjunto de rapaziada que não me apetece estar a citar (são só nove paperbacks, mas conto como um só)
“O nome da rosa” Umberto Eco
A quem vais passar este testemunho (3 pessoas) e porquê?
Ups... lamento, por mim morre aqui.
Paz à sua alma.
Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Num posso sair? Nem entrei...
Quero ser “A encomendação das almas” do João Aguiar
Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por uma personagem de ficção?
Nem por isso...
Qual foi o último livro que compraste?
”A noite do oráculo” do Paul Auster (só para sacar o autógrafo, mas não digam a ninguém, senão ainda me queimam vivo).
Qual o último livro que leste?
”História de um idiota contada por ele mesmo” de Félix de Azúa
Que livros estás a ler?
”A sombra dos anjos” de Sara Rodrigues
Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
”Um dia na vida de Ivan Denisovich” de Alexandre Soljenitsin
“1984” de George Orwell
“A voz dos deuses" de João Aguiar
“Preacher” de Garth Ennis (argumento) e Steve Dillon (desenho) e mais um conjunto de rapaziada que não me apetece estar a citar (são só nove paperbacks, mas conto como um só)
“O nome da rosa” Umberto Eco
A quem vais passar este testemunho (3 pessoas) e porquê?
Ups... lamento, por mim morre aqui.
Paz à sua alma.
sábado, abril 30, 2005
terça-feira, abril 19, 2005
.
diz no cartão: "Volte à casa partida".
enveloped in a sentiment, a sound that rushes over me. engage an impulse to pretend i have a faith as pure.
didn't i tell you that i am anachronistic and impulsive?
i don't know what happens now...
enveloped in a sentiment, a sound that rushes over me. engage an impulse to pretend i have a faith as pure.
didn't i tell you that i am anachronistic and impulsive?
i don't know what happens now...
sábado, abril 16, 2005
quarta-feira, abril 13, 2005
segunda-feira, abril 11, 2005
sexta-feira, abril 08, 2005
quarta-feira, abril 06, 2005
segunda-feira, abril 04, 2005
sábado, março 26, 2005
segunda-feira, março 21, 2005
terça-feira, março 15, 2005
segunda-feira, março 14, 2005
quarta-feira, março 09, 2005
como uma bala directa ao cérebro
Parece que sempre fez isto...
Tem a sensação de estar a fazer esta escalada a vida toda. Uma luta sem final à vista para chegar a um local que não tem a certeza se existe.
Tem as pontas dos dedos dormentes... os dedos esticam-se desesperadamente para encontrar um local onde se apoiar.
Esta peregrinação irá acabar algum dia?
Encontrará a paz quando chegar ao topo?
“Não penses nisso. Continua. Uma mão a seguir a outra.
Não olhes para baixo.
Não olhes para baixo.
Não penses em falhar.
Nem penses em olhar para baixo.”
...
Chega ao topo. Esfrega os olhos. Não acredita. O Reino Eterno apresenta-se-lhe mais belo do que alguma vez imaginou.
Quando se aproxima do portão, este abre-se lentamente, como se estivessem à espera que ele chegasse. À medida que o atravessa, o coração bate mais forte.
O Reino está deserto. Caminha por avenidas que parecem sair de sonhos. Os edifícios parecem ter uma arquitectura própria, onde não existiu intervenção humana. É como se tivessem sido esculpidos a partir de uma única peça, ou sonhados a partir de um único sonho.
Silêncio.
Um silêncio tão profundo que ele pensa que está surdo.
No centro da cidade, uma grande torre cresce acima de todas as outras. Uma torre feita certamente para um Rei.
Agora não há maneira de voltar para trás. Entra.
Depois de todo este tempo... depois do que ele lutou para chegar aqui...
Este é o momento!
Vai finalmente encontrar o Criador. Cara a cara, olhos nos olhos.
Há muitas questões que quer fazer. Muitas duvidas para tirar.
“Olá…” diz timidamente. “Está aqui alguém?”
“Lamento informar, houve uma mudança de gerência... Desapontado?” perguntou o diabo.
Tem a sensação de estar a fazer esta escalada a vida toda. Uma luta sem final à vista para chegar a um local que não tem a certeza se existe.
Tem as pontas dos dedos dormentes... os dedos esticam-se desesperadamente para encontrar um local onde se apoiar.
Esta peregrinação irá acabar algum dia?
Encontrará a paz quando chegar ao topo?
“Não penses nisso. Continua. Uma mão a seguir a outra.
Não olhes para baixo.
Não olhes para baixo.
Não penses em falhar.
Nem penses em olhar para baixo.”
...
Chega ao topo. Esfrega os olhos. Não acredita. O Reino Eterno apresenta-se-lhe mais belo do que alguma vez imaginou.
Quando se aproxima do portão, este abre-se lentamente, como se estivessem à espera que ele chegasse. À medida que o atravessa, o coração bate mais forte.
O Reino está deserto. Caminha por avenidas que parecem sair de sonhos. Os edifícios parecem ter uma arquitectura própria, onde não existiu intervenção humana. É como se tivessem sido esculpidos a partir de uma única peça, ou sonhados a partir de um único sonho.
Silêncio.
Um silêncio tão profundo que ele pensa que está surdo.
No centro da cidade, uma grande torre cresce acima de todas as outras. Uma torre feita certamente para um Rei.
Agora não há maneira de voltar para trás. Entra.
Depois de todo este tempo... depois do que ele lutou para chegar aqui...
Este é o momento!
Vai finalmente encontrar o Criador. Cara a cara, olhos nos olhos.
Há muitas questões que quer fazer. Muitas duvidas para tirar.
“Olá…” diz timidamente. “Está aqui alguém?”
“Lamento informar, houve uma mudança de gerência... Desapontado?” perguntou o diabo.
quinta-feira, março 03, 2005
quinta-feira, fevereiro 24, 2005
quarta-feira, fevereiro 23, 2005
domingo, fevereiro 20, 2005
terça-feira, fevereiro 15, 2005
sexta-feira, fevereiro 11, 2005
quinta-feira, fevereiro 10, 2005
segunda-feira, fevereiro 07, 2005
Don't give me no shit because...
Não é o que se passa, é o que não se passa.
Nem que vencesses deixarias de ser vencido. Aquilo que procuras não será encontrado. Não existe mais. Não em ti. Não lá fora.
Tens algum plano?
Nem que vencesses deixarias de ser vencido. Aquilo que procuras não será encontrado. Não existe mais. Não em ti. Não lá fora.
Tens algum plano?
domingo, fevereiro 06, 2005
terça-feira, fevereiro 01, 2005
i still believe in God, but God no longer believes in me...
É nestas alturas que me sinto verdadeiramente só.
"Mas eu não quero ir ter com os loucos", observou Alice.
"Não tens alternativa", retorquiu o Gato.
"Nós aqui somos todos loucos. Eu sou louco, tu és louca".
"Como é que sabes que eu sou louca?" perguntou Alice.
"Deves ser", disse o Gato, "ou não terias vindo até aqui".
Lewis Carroll
Alice no Pais das Maravilhas
"Mas eu não quero ir ter com os loucos", observou Alice.
"Não tens alternativa", retorquiu o Gato.
"Nós aqui somos todos loucos. Eu sou louco, tu és louca".
"Como é que sabes que eu sou louca?" perguntou Alice.
"Deves ser", disse o Gato, "ou não terias vindo até aqui".
Lewis Carroll
Alice no Pais das Maravilhas
segunda-feira, janeiro 31, 2005
remate de primeira
Ora bem, estava eu descansado a pensar que isto me ia passar ao lado e zás. Vem o Golfinho e decide entalar-me.
Cá ficam as respostas possíveis:
1. Have you ever used toys or other things during sex?
E o que são “other things”? Um semáforo? Um telemóvel? Um autocolante do Bloco de Esquerda? Um garruço de gnomo? Uma máscara do Nixon?
Dúvidas, dúvidas...
2. Would you consider using dildos or other sexual toys in the future?
Pois... quem sabe...
3. What is your kinkiest fantasy you have yet to realize?
Ehehehehehhe, não queriam mais nada?
4. Who gave you this dildo?
Foi este gajo. Ele é que é o culpado!
5. Who are the ones to receive this dildo from you?
O PmA.
O lgm.
E o Dinay.
Cá ficam as respostas possíveis:
1. Have you ever used toys or other things during sex?
E o que são “other things”? Um semáforo? Um telemóvel? Um autocolante do Bloco de Esquerda? Um garruço de gnomo? Uma máscara do Nixon?
Dúvidas, dúvidas...
2. Would you consider using dildos or other sexual toys in the future?
Pois... quem sabe...
3. What is your kinkiest fantasy you have yet to realize?
Ehehehehehhe, não queriam mais nada?
4. Who gave you this dildo?
Foi este gajo. Ele é que é o culpado!
5. Who are the ones to receive this dildo from you?
O PmA.
O lgm.
E o Dinay.
quarta-feira, janeiro 26, 2005
terça-feira, janeiro 25, 2005
domingo, janeiro 23, 2005
quarta-feira, janeiro 19, 2005
cabelos brancos
Invisível.
Silenciosa.
É assim que passa o dia.
De vez em quando tenta trepar. Já sabe que não resulta. Não resulta. Não resulta. Repete até à exaustão. Está lá. Vive.
Algumas vezes consegue subir a barreira e ficar a olhar para baixo. Ultimamente cada vez menos. Devo estar a ficar velha, pensa. Sente-se ultrapassada. Sente que pertence a outro tempo. Um tempo onde era fácil trepar. A barreira era mais pequena. Muito pequena. Tão pequenina. Era tão fácil...
E o tempo passou, e a barreira foi crescendo. E ela nunca se preocupou em acompanha-la. Nunca reparou que cada dia que passava era mais difícil escala-la. Com maior ou menor dificuldade conseguia, e todo aquele império era seu, pelo tempo que quisesse.
Enquanto lá estava em cima ditava ordens a tudo. Eram obrigados a obedecer-lhe. Era a regra do jogo. A única regra que existia. Quem está em cima da muralha manda, ordena, impera. Quando se fartava, descia. Amanhã há mais, pensava.
Nunca deu real importância aos outros mais pequenos que com ela tentavam subir. Eram demasiados jovens. Não tinham velocidade, não tinham agilidade. Era fácil afasta-los do caminho.
Agora demora cada vez mais a subir. Cansa-se mais depressa. Amaldiçoa as pernas que lhe doem. Almadiçoa o tabaco que faz com que os pulmões lhe queiram sair pela boca. Amaldiçoa as mãos que parecem mais fracas e que fazem com que os dedos não tenham a força necessária para se agarrar. Chega por vezes a chorar de raiva e impotência.
Hoje não foi.
Limita-se a olhar para cima e pensa no tempo perdido.
Dedicado ao miúdo que hoje partiu.
Descansa Pedro.
Silenciosa.
É assim que passa o dia.
De vez em quando tenta trepar. Já sabe que não resulta. Não resulta. Não resulta. Repete até à exaustão. Está lá. Vive.
Algumas vezes consegue subir a barreira e ficar a olhar para baixo. Ultimamente cada vez menos. Devo estar a ficar velha, pensa. Sente-se ultrapassada. Sente que pertence a outro tempo. Um tempo onde era fácil trepar. A barreira era mais pequena. Muito pequena. Tão pequenina. Era tão fácil...
E o tempo passou, e a barreira foi crescendo. E ela nunca se preocupou em acompanha-la. Nunca reparou que cada dia que passava era mais difícil escala-la. Com maior ou menor dificuldade conseguia, e todo aquele império era seu, pelo tempo que quisesse.
Enquanto lá estava em cima ditava ordens a tudo. Eram obrigados a obedecer-lhe. Era a regra do jogo. A única regra que existia. Quem está em cima da muralha manda, ordena, impera. Quando se fartava, descia. Amanhã há mais, pensava.
Nunca deu real importância aos outros mais pequenos que com ela tentavam subir. Eram demasiados jovens. Não tinham velocidade, não tinham agilidade. Era fácil afasta-los do caminho.
Agora demora cada vez mais a subir. Cansa-se mais depressa. Amaldiçoa as pernas que lhe doem. Almadiçoa o tabaco que faz com que os pulmões lhe queiram sair pela boca. Amaldiçoa as mãos que parecem mais fracas e que fazem com que os dedos não tenham a força necessária para se agarrar. Chega por vezes a chorar de raiva e impotência.
Hoje não foi.
Limita-se a olhar para cima e pensa no tempo perdido.
Dedicado ao miúdo que hoje partiu.
Descansa Pedro.
segunda-feira, janeiro 17, 2005
elseworld
E se deixar de fazer sentido? Não aqui. Noutro lugar. Tudo passa sem olhar. Sem sentir, só magoar, só sorrir e porquê deixar, não viver e não deixar. Olhar. Um segundo ao lado e tudo é diferente. Podia estar aqui gente, podia estar sozinho, podia estar no topo, podia estar no fundo. E se deixar...?
terça-feira, janeiro 11, 2005
quarta-feira, janeiro 05, 2005
domingo, janeiro 02, 2005
vamos !?!?!?!?
Não é uma opção, é a única saída possivel.
Já estava na hora.
O lado negro explica.
She's not so special so look what you've done, boy
Franz Ferdinand
Auf Achse
Já estava na hora.
O lado negro explica.
She's not so special so look what you've done, boy
Franz Ferdinand
Auf Achse
quarta-feira, dezembro 29, 2004
terça-feira, dezembro 28, 2004
por este andar não há fatiota de marujo para o mini...
O ditado diz sorte ao jogo azar ao amor. Não diz sorte ao amor azar ao jogo, a não ser que jogue em sociedade com 3 marretas.
quinta-feira, dezembro 23, 2004
quarta-feira, dezembro 22, 2004
I make lies all day
Pouco me importa.
Pouco me importa o quê? Não sei: pouco me importa
Alberto Caeiro
Pouco me importa o quê? Não sei: pouco me importa
Alberto Caeiro
pescador
O demónio tem poder sobre todos aqueles que seguem as suas ânsias mundanas.
Malleus Maleficarum, O Martelo das Bruxas
Malleus Maleficarum, O Martelo das Bruxas
domingo, dezembro 19, 2004
Má sorte ter nascido puta
O que queria não existe, era uma utopia criada pela minha mente. Nunca existiu. Só eu via o que não estava lá. Percebi-o há tão pouco tempo que ainda estou oscilante entre o sonho e a realidade.
E quando olhas para o lado e vês que tudo e todos os que te rodeiam fazem parte do mundo que viveste, e não o que vives? Mas se as experiências que viveste foram tão distante e foram tão romanceadas que realmente nunca aconteceram? É impossível. As memórias estão lá. Frescas e como se fossem ontem. Mas não são reais. Olho à minha volta e penso “o que faço aqui...?” Olho com inveja tudo o que rodeia. Sorriem. Perguntam com olhar cúmplice. E eu não sou feliz nem infeliz. Alguém mete a mão na minha perna e pede desculpa, é o hábito. E eu escrevo um monte de asneiras enquanto devia estar a dormir. E sorrio. E disfarço. Será que fui eu que mudei? Será que já fui feliz com isto? Já, já fui. Depois subi um degrau (subi?). E caí. No mesmo sitio de onde tinha partido, mas com mais sabedoria (ai é? deves é ter mania que és mais do que aparentas). Por isso este local não me atrai mais. Por isso é que o tempo passa devagar. Por isso não atinjo o que queria. Porque não existe. É utópico. E vou esperando que o “kingdom come” venha até mim, quando não tenho asas para voar até lá. Má hora para a casa estar encerrada. Devia estar aberta para ir contar o que senti, pedir conselho, perguntar o que devo fazer, e vir para casa sem resposta mas aliviado.
Porque não sou jardineiro, não sei plantar jardins (mas gostava).
Porque não sou paciente, não sei esperar (mas devia).
Porque não estou morto, estou não vivo (mas merda).
No fundo...
And it comes to an end in the blink of an eye and it makes me wonder...
E quando olhas para o lado e vês que tudo e todos os que te rodeiam fazem parte do mundo que viveste, e não o que vives? Mas se as experiências que viveste foram tão distante e foram tão romanceadas que realmente nunca aconteceram? É impossível. As memórias estão lá. Frescas e como se fossem ontem. Mas não são reais. Olho à minha volta e penso “o que faço aqui...?” Olho com inveja tudo o que rodeia. Sorriem. Perguntam com olhar cúmplice. E eu não sou feliz nem infeliz. Alguém mete a mão na minha perna e pede desculpa, é o hábito. E eu escrevo um monte de asneiras enquanto devia estar a dormir. E sorrio. E disfarço. Será que fui eu que mudei? Será que já fui feliz com isto? Já, já fui. Depois subi um degrau (subi?). E caí. No mesmo sitio de onde tinha partido, mas com mais sabedoria (ai é? deves é ter mania que és mais do que aparentas). Por isso este local não me atrai mais. Por isso é que o tempo passa devagar. Por isso não atinjo o que queria. Porque não existe. É utópico. E vou esperando que o “kingdom come” venha até mim, quando não tenho asas para voar até lá. Má hora para a casa estar encerrada. Devia estar aberta para ir contar o que senti, pedir conselho, perguntar o que devo fazer, e vir para casa sem resposta mas aliviado.
Porque não sou jardineiro, não sei plantar jardins (mas gostava).
Porque não sou paciente, não sei esperar (mas devia).
Porque não estou morto, estou não vivo (mas merda).
No fundo...
And it comes to an end in the blink of an eye and it makes me wonder...
quarta-feira, dezembro 15, 2004
sexta-feira, dezembro 10, 2004
terça-feira, dezembro 07, 2004
sábado, dezembro 04, 2004
segunda-feira, novembro 29, 2004
sexta-feira, novembro 26, 2004
Este sim, é um bom amigo
De 2ª a 6ª feira, da meia-noite até às 7 da manhã, ele está na rádio favorita de Portugal para passar discos pedidos.
Adicionem-no, o Carlos merece.
Adicionem-no, o Carlos merece.
quarta-feira, novembro 24, 2004
terça-feira, novembro 23, 2004
think about it
Às vezes construímos pequenos sonhos em cima de grandes pessoas ... O tempo passa e descobrimos que grandes eram os sonhos, e as pessoas pequenas demais para torná-los reais ...
Bob Marley
Bob Marley
sexta-feira, novembro 19, 2004
band aid II
...
Well tonight thank God it's them instead of you
...
Band Aid
Do they know it's christmas
quarta-feira, novembro 17, 2004
turn it up loud, captain
All of this
All of this can be yours
All of this
All of this can be yours
All of this
All of this can be yours
Just give me what I want
And no one gets hurt
U2
Vertigo
All of this can be yours
All of this
All of this can be yours
All of this
All of this can be yours
Just give me what I want
And no one gets hurt
U2
Vertigo
segunda-feira, novembro 15, 2004
papel
empty streets left alone
waterdrops falling down
a grey and empty sky washes all your tears away
see the stars hiding away
from this vicious circle of drugs
for life you are the looser with no second chance
fading hopes blown away
you are waiting for the night
you´re playing hide and seek with the devil in the sky
see the bright big city lights
a colourful and fatal trap
left freezing on the pavement – you never had a chance
for another day
lost memories are calling
for another day
your silver tears are falling
Evil's toy
Silvertears
waterdrops falling down
a grey and empty sky washes all your tears away
see the stars hiding away
from this vicious circle of drugs
for life you are the looser with no second chance
fading hopes blown away
you are waiting for the night
you´re playing hide and seek with the devil in the sky
see the bright big city lights
a colourful and fatal trap
left freezing on the pavement – you never had a chance
for another day
lost memories are calling
for another day
your silver tears are falling
Evil's toy
Silvertears
terça-feira, novembro 09, 2004
momentos fazem sentido
Quando a hora dobra em triste e tardo toque
E em noite horrenda vejo escoar-se o dia
Quando vejo esvair-se a violeta, ou que
a prata a preta têmpora assedia
Quando vejo sem folha o tronco antigo
Que ao rebanho estendia a sombra franca
E em feixe atado agora o verde trigo
seguir o carro, a barba hirsuta e branca;
Sobre tua beleza então questiono
Que há de sofrer do Tempo a dura prova,
Pois as graças do mundo em abandono
Morrem ao ver nascendo a graça nova.
Contra a foice do Tempo é vão combate,
Salvo a prole, que o enfrenta se te abate.
William Shakespeare
E em noite horrenda vejo escoar-se o dia
Quando vejo esvair-se a violeta, ou que
a prata a preta têmpora assedia
Quando vejo sem folha o tronco antigo
Que ao rebanho estendia a sombra franca
E em feixe atado agora o verde trigo
seguir o carro, a barba hirsuta e branca;
Sobre tua beleza então questiono
Que há de sofrer do Tempo a dura prova,
Pois as graças do mundo em abandono
Morrem ao ver nascendo a graça nova.
Contra a foice do Tempo é vão combate,
Salvo a prole, que o enfrenta se te abate.
William Shakespeare
segunda-feira, novembro 08, 2004
domingo, novembro 07, 2004
sábado, novembro 06, 2004
If you could look into my eyes now, what would you see
It's just coincidence
Well, you can talk that way
But I have to say I don't believe in it
It was a chill of chance,
I decided to dance the days away
And I wasn't worried at all
Sneaking through the back door
No, I wasn't worried at all
Dreams are what you live for
Waiting for the light to turn green
Carry me home
To the kindest eyes that I've ever seen
Carry me home
Well, can you tell me how will it be now?
How will it be?
Can you tell me, how will it be now?
How will it be?
Well we were younger then,
And the days were long and slow
But were we wiser then?
I couldn't say, I wouldn't know
But I wasn't worried at all
I had someone to run to
And I wasn't worried at all
I knew which way the wind blew
Counting out the chaos and gloom
Carry me home
And I watched the ceiling spin round the room
Carry me home
Well, can you tell me, how will it be now?
How will it be?
Can you tell me, how will it be now?
How will it be?
In the real world, how will it be?
In a cold world, how will it be?
In a lonely world, how will it be?
Will the ghosts just stop following me?
No, now drawn into the sun
He was the only one
In the real world, how will it be?
In a cold, cold world, how will it be?
Beck and call, beg and crawl, how will it be?
Will the ghosts just stop following me?
No, now drawn into the sun
He was the only one
And so I'll remember you,
I'll remember the days and the thousands of ways you pulled me through,
And dream of all the things you've seen,
Of all the faces and all of the places you have been,
Now you have no phone and you have no name and you have no number,
And it comes to an end in the blink of an eye and it makes me wonder...
The Chameleons
Tears
Well, you can talk that way
But I have to say I don't believe in it
It was a chill of chance,
I decided to dance the days away
And I wasn't worried at all
Sneaking through the back door
No, I wasn't worried at all
Dreams are what you live for
Waiting for the light to turn green
Carry me home
To the kindest eyes that I've ever seen
Carry me home
Well, can you tell me how will it be now?
How will it be?
Can you tell me, how will it be now?
How will it be?
Well we were younger then,
And the days were long and slow
But were we wiser then?
I couldn't say, I wouldn't know
But I wasn't worried at all
I had someone to run to
And I wasn't worried at all
I knew which way the wind blew
Counting out the chaos and gloom
Carry me home
And I watched the ceiling spin round the room
Carry me home
Well, can you tell me, how will it be now?
How will it be?
Can you tell me, how will it be now?
How will it be?
In the real world, how will it be?
In a cold world, how will it be?
In a lonely world, how will it be?
Will the ghosts just stop following me?
No, now drawn into the sun
He was the only one
In the real world, how will it be?
In a cold, cold world, how will it be?
Beck and call, beg and crawl, how will it be?
Will the ghosts just stop following me?
No, now drawn into the sun
He was the only one
And so I'll remember you,
I'll remember the days and the thousands of ways you pulled me through,
And dream of all the things you've seen,
Of all the faces and all of the places you have been,
Now you have no phone and you have no name and you have no number,
And it comes to an end in the blink of an eye and it makes me wonder...
The Chameleons
Tears
quarta-feira, novembro 03, 2004
is it any wonder?
When the light of life has gone
No change for the meter
When nothing's sacred anymore
When the demon's knocking on your door
You'll still be staring down at the floor
No change for the meter
When nothing's sacred anymore
When the demon's knocking on your door
You'll still be staring down at the floor
segunda-feira, novembro 01, 2004
moderar o desânimo de ser
I shake my head and shiver
They smile
And then stab my back as they shake my hand
Send out an SOS plea
Come quickly
I'm marooned in monkeyland.
Is there anyone there
Who understands me
Anyone at all
I'm idly staring at the sky
Did anybody hear me sigh
A million stars are a moving sight
To all you out there
Reading this tonight
It's just a trick of the light
I have to know what is real
And what is illusion
Tell me how does it feel
Beyond this confusion
Is there anyone there
Do I dismiss this with a sigh
Suppose I must from time to time
And let the answers pass me by
To questions set to bend the mind
Is my creator a God or a man
Does someone somewhere
Care or understand
It's just a trick of the light
I have to know what is real
And what is illusion
Tell me how does it feel
Beyond this confusion
Is there anyone there
Life's an optical illusion
Like other optical illusions
Beware
If there's anyone there
The Chameleons
Monkeyland
They smile
And then stab my back as they shake my hand
Send out an SOS plea
Come quickly
I'm marooned in monkeyland.
Is there anyone there
Who understands me
Anyone at all
I'm idly staring at the sky
Did anybody hear me sigh
A million stars are a moving sight
To all you out there
Reading this tonight
It's just a trick of the light
I have to know what is real
And what is illusion
Tell me how does it feel
Beyond this confusion
Is there anyone there
Do I dismiss this with a sigh
Suppose I must from time to time
And let the answers pass me by
To questions set to bend the mind
Is my creator a God or a man
Does someone somewhere
Care or understand
It's just a trick of the light
I have to know what is real
And what is illusion
Tell me how does it feel
Beyond this confusion
Is there anyone there
Life's an optical illusion
Like other optical illusions
Beware
If there's anyone there
The Chameleons
Monkeyland
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